O dono da galeria de pinturas esnobava as obras de arte de um de seus ‘artesãos’ do pincel. Eram quadros e telas valiosos.
A admiração dos frequentadores era patente. A galeria vivia em ‘ebulição’ de tantos colecionadores olhando e comprando.
Um dia, o pintor pediu a compreensão de seu patrão, mas não poderia copiar a tela de um famoso pintor de outra galeria, pedida pelo seu senhor.
O empregador, zangado, deu ‘férias’ ao seu principal artista. Colocou-o de ‘molho’. Quis dar a ele ‘uma lição’ por ‘desobediência’.
Houve prejuízos consideráveis. Muitos perguntavam onde estava o mago do pincel; o que houve com ele? Ninguém podia responder.
Meses depois, o patrão enviou um cartão assinado, com os dizeres: “Volte e faça a pintura que lhe ordenei; seu salário será dez vezes maior!”
O solicitado leu o recado. Pensou e se aconselhou com a esposa e filhos. Foi tentado a ceder. Mas ponderou com calma.
Dias depois, porém, mesmo sabendo da honra que adviria ao continuar como membro da famosa galeria e obter ganhos extraordinários, respondeu ao seu senhor: “Agradecido pelos bons momentos em sua galeria, peço sua compreensão ao não retornar ao trabalho em sua empresa.” Assinou a resposta cordialmente.
O patrão mandou perguntar a razão.
Ele respondeu: “Meu caráter não está à venda!”
A vida dele estava baseada no evangelho de Cristo: “Disse-lhe o seu senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” Mt 25. 23.
Fonte: http://www.atosdois.com.br/
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